Ontem de madrugada acabei despertando do meu sono e não conseguindo dormi mais. Devia ter levantado e me ocupado com qualquer coisa, mas meu corpo cansado pedia cama e prontamente o obedeci. O grande problema foi que a minha cabeça começou a trabalhar num ritmo frenético e sem que eu conseguisse em momento algum dominar os pensamentos. Para uma pessoa ansiosa e deprimida como estou é um verdadeiro martírio, pois não passa sequer uma lembrancinha boa na mente. É cada absurdo que vai sendo elaborado nesse turbilhão emocional, enxergo todas as possibilidades de coisas ruins que possam ocorrer com as pessoas que gosto e é tão intenso que sinto a dor e o sofrimento como se de fato tudo tivesse ocorrido. Mas, essa noite eu fui além, eu enchi de importância uma pessoa que me faz mal só em existir. É alguém que foi empurrada na minha vida e que desde que eu era adolescente me provoca tristeza, sem nem ao menos convivermos diretamente.
Hoje acordei me sentindo ainda pior porque não consigo lidar com minhas emoções, porque permito que pessoas tão desqualificadas me inflijam dor, porque sou fraca, tão fraca...
Agora, depois de analisar tudo que vivenciei durante a noite me ocorreu que nem mesmo essa pessoa horrorosa me faz tão mal quanto eu mesma.
Minha auto-estima é quase inexistente, dei pra ter pena de mim mesma e pra piorar dei para supervalorizar a importância de certos fatos e pessoas. Óbvio que não superestimo quem me quer bem, quem acredita em mim e sim os indivíduos e as ações que me fazem sentir ainda pior.
Sei de tudo isso, percebo todas essas nuances mas não consigo modificar a realidade. Por isso afirmo sem receio de errar que não há nessa terra maior inimigo meu do que eu mesma. Muito triste.
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